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As drogas na sociedade moderna |
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Em todas as sociedades sempre existiram "drogas". Entendem-se assim produtos químicos ("Psicotrópicos" ou "psicoativos"), de origem natural ou de laboratório, que produzem efeitos sentidos como prazerosos, sobre o cérebro e o sistema nervoso central. Estes resultam em alterações na mente, no corpo e na conduta.
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Na verdade, os homens sempre tentaram modificar o humor, as percepções e sensações por meio de substâncias psicoativas, com finalidades religiosas ou culturais, curativas, relaxantes ou simplesmente prazerosas. Antigamente, tais usos faziam parte de hábitos sociais e ajudavam a integrar as pessoas na comunidade, através de cerimônias, rituais e festividades. Eles não eram perigosos, pois estavam sob o controle da coletividade.
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Hoje tais costumes são esvaziados em conseqüências das grandes mudanças sócio-econômicas. Características da modernidade, como a alta concentração urbana ou o poder dos meios de comunicação, modificaram profundamente as interações sociais. Em conseqüência do êxodo rural. da explosão de aglomerações urbanas e da pauperização, os novos modos de convivência levaram muitas pessoas ou grupos ao isolamento e à quase exclusão social.
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Por outro lado, na onda do consumismo moderno, apregoa-se a posse material e o consumo intensivo de bens e produtos. Isso também estimula o uso crescente de drogas. Produtos antigos ou recentes, legais ou ilegais, conheceram novas formas de fabricação e comercialização, indo ao encontro de novas motivações e novas formas de procura. Em detrimento de modos saudáveis de vida, enfatiza-se, com freqüência, certos ideais irreais de força, vigor e juventude, atrelados à idéia de um prazer imediato e permanente na "curtição" da vida.
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Tal propaganda "vicia" e leva camadas crescentes a tentar fugir das suas condições difíceis de vida, à procura de prazer e bem-estar ilimitados ou, ainda, à procura de esquecimento e alívio. Como se trata de uma ilusão, a entrega contínua às drogas provoca, após as experiências iniciais de prazer, sensações de desprazer, dependência e marginalização.
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Muitos usuários misturam produtos, em particular com álcool, o uso descontrolados denotam sempre algum desequilíbrio pessoal ou dificuldades de integração social. Portanto, o dependente ser considerado como um doente. Ele necessita de ajuda e tratamento para entender as razões do seu consumo para iniciar sua re-iserção social, e para conseguir pôr fim ao seu processo de autodestruição.
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