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Levantamento das Clínicas |
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A Secretaria Nacional Antidrogas está fazendo um levantamento em todo o Brasil para descobrir quantas são e como funcionam as clínicas para o tratamento de dependentes químicos. O Jornal Nacional mostrou, depois de três meses de investigações, clínicas onde não há assistência médica e nem psicológica.
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A única terapia são as orações. Para tentar defender os viciados das clínicas de má qualidade, um grupo criou a Associação de Dependentes Químicos em Recuperação. Segundo a associação, mais de cem mil brasileiros fazem atualmente algum tipo de tratamento para se livrar das drogas. E 80% das clínicas especializadas não recuperam ninguém.
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O grupo faz questão de mostrar o rosto na hora de denunciar o mau tratamento que os viciados recebem. "Dependência química mata e como qualquer outra doença se não for tratada por especialistas, pelo profissional certo e com as condições adequadas vai gerar complicações", afirma Marcelo Rocha, da Associação de Dependentes Químicos em Recuperação.
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O Jornal Nacional mostrou três clínicas onde não existe nenhum tipo de tratamento. "A gente fica estupefato de ver que isso não está tratando ninguém. Está maltratando. É realmente para se repudiar um trabalho desse tipo", criticou Paulo Roberto Uchoa, da Secretaria Nacional Antidrogas. Nós voltamos numa delas, que funciona na Baixada Fluminense. Ali são mais de 60 internos e apenas um senhor tomando conta. Ele se diz um ex-viciado. "Nós trabalhamos através da palavra de Deus. Quando precisa de médica bota no carro e leva lá pra fora. Não tem psicóloga, nem psiquiatra", conta o responsável pela clínica, José Maria Ribeiro.
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O Governo Federal revelou que está investigando a rede de clínicas para tratamento de drogados há um mês. É a maior pesquisa feita no Brasil do setor, uma espécie de censo. Um levantamento de como cada uma dessas clínicas funciona. E todas as informações recolhidas vão ficar a disposição da população.
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Um grupo de professores da Universidade Federal do Rio foi contratado para coordenar a pesquisa. O resultado sai em três meses e vai estar na internet. "Nós vamos poder saber se tem corpo clínico, médico, psiquiatra, enfermeiro, o tamanho da instalação, quantos metros quadrados. Nós teremos um mapa bastante razoável dessas organizações", informou o coordenador da pesquisa José Luiz Santana.
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O Conselho Regional de Medicina do Rio solicitou os nomes das três clínicas mostradas ontem pelo Jornal Nacional. O Cremerj vai pedir à vigilância sanitária o fechamento destas clínicas por exercício ilegal da medicina.
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Fonte: Jornal Nacional
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